“Sou adepto de uma coisa fundamental: a emoção. Não há vida, nem trabalho, nem qualquer coisa sem emoção”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Aos 89 anos – 73 deles dedicados à televisão –, o veterano da comunicação relembrou no Trip FM suas origens no rádio e o início da TV Globo, que ele ajudou a transformar na maior emissora brasileira. “Roberto Marinho foi um visionário, mas aquilo não existiria se não fosse a presença do Walter Clark, do Joe Wallach e minha. Nós construímos do zero”, conta.
Num papo com Paulo Lima, o ex-vice-presidente da Globo refletiu sobre a essência da televisão – que, para ele, deve ser o mais distante possível de uma empresa tradicional: “Se você lidar com artistas como se estivesse administrando um banco ou uma fábrica de linguiça, está perdido. A televisão é uma indústria, mas um artesanato ao mesmo tempo. O conteúdo precisa ter emoção, porque é isso que conecta o público.”
Além de falar de seu livro, “O Lado B de Boni” (2024), que revela bastidores e histórias inéditas de sua trajetória, ele comentou os desafios da educação no Brasil e a necessidade de preparar os alunos para a vida de forma prática e significativa.
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